Pra você respirar, eu tô ficando sem ar.
Como se cada vez que você abrisse a janela,
eu fosse o vento que escapa.
Como se o seu suspiro precisasse do meu fôlego pra existir
e, no fim, quem se asfixia sou eu.
É estranho esse amor que parece maré:
vem cheio, intenso, cobre tudo,
e quando vai, deixa conchas vazias nas minhas mãos.
Eu aprendi a reconhecer o som do seu afastamento
é o mesmo som do ar rarefeito antes da tempestade,
quando o silêncio grita e o corpo entende o que a razão nega.
Pra você respirar, eu diminuo.
Faço o barulho cessar, guardo as palavras,
escondo o que sinto pra não te assustar.
Mas o que acontece com quem vive se encolhendo pra caber no peito alheio?
Um dia falta espaço pra existir,
e sobra vontade de sumir.
Eu já tentei ser brisa, pra não ser vendaval.
Já tentei ser calma, pra não ser intensidade.
Mas tem coisa que é da natureza:
a flor nasce aberta, o rio corre fundo,
e eu, eu amo demais.
Você chama isso de pressão,
mas não entende que pra mim é sobrevivência.
Enquanto você busca distância,
eu luto pra não desabar.
Você quer respirar sozinho,
e eu só queria não morrer sufocada.
Há amores que são asas,
mas o nosso parece ser pulmão:
quando você inspira, eu me esvazio.
Quando você volta, eu revivo.
E quando você vai,
eu volto a procurar ar em lembranças que já não respiram comigo.
Talvez o amor não devesse doer tanto.
Talvez o amor que precisa de fôlego demais
seja só uma forma bonita de morrer aos poucos.
Mas ainda assim, eu fico
porque existe algo de bonito nesse quase afogamento,
nesse mergulho raso onde eu me perco pra te encontrar.
E mesmo que eu saiba que você nada pra longe,
eu continuo abrindo o peito,
como quem diz em silêncio:
respira, amor.
Como se cada vez que você abrisse a janela,
eu fosse o vento que escapa.
Como se o seu suspiro precisasse do meu fôlego pra existir
e, no fim, quem se asfixia sou eu.
É estranho esse amor que parece maré:
vem cheio, intenso, cobre tudo,
e quando vai, deixa conchas vazias nas minhas mãos.
Eu aprendi a reconhecer o som do seu afastamento
é o mesmo som do ar rarefeito antes da tempestade,
quando o silêncio grita e o corpo entende o que a razão nega.
Pra você respirar, eu diminuo.
Faço o barulho cessar, guardo as palavras,
escondo o que sinto pra não te assustar.
Mas o que acontece com quem vive se encolhendo pra caber no peito alheio?
Um dia falta espaço pra existir,
e sobra vontade de sumir.
Eu já tentei ser brisa, pra não ser vendaval.
Já tentei ser calma, pra não ser intensidade.
Mas tem coisa que é da natureza:
a flor nasce aberta, o rio corre fundo,
e eu, eu amo demais.
Você chama isso de pressão,
mas não entende que pra mim é sobrevivência.
Enquanto você busca distância,
eu luto pra não desabar.
Você quer respirar sozinho,
e eu só queria não morrer sufocada.
Há amores que são asas,
mas o nosso parece ser pulmão:
quando você inspira, eu me esvazio.
Quando você volta, eu revivo.
E quando você vai,
eu volto a procurar ar em lembranças que já não respiram comigo.
Talvez o amor não devesse doer tanto.
Talvez o amor que precisa de fôlego demais
seja só uma forma bonita de morrer aos poucos.
Mas ainda assim, eu fico
porque existe algo de bonito nesse quase afogamento,
nesse mergulho raso onde eu me perco pra te encontrar.
E mesmo que eu saiba que você nada pra longe,
eu continuo abrindo o peito,
como quem diz em silêncio:
respira, amor.
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