Durante muito tempo, achei que amadurecer significava nunca mais cometer o mesmo erro. Como se a vida entregasse uma prova, eu aprendesse a lição e, dali em diante, estivesse imune. Mas não é assim. A gente pode querer não errar. Mas a gente erra, muitas vezes, algumas no mesmo lugar, só que de um jeito diferente. E talvez seja exatamente aí que esteja a resposta (neste erro que se repete). A real é que eu só não errarei de novo, do mesmo jeito, quando eu deixar de ser quem eu sou. Quando eu mudar o meu desejo. Mas, principalmente, eu só vou parar de errar se eu parar de desejar. Se eu parar de me envolver. Se eu parar de tentar. Se eu me esconder da vida. Se eu nunca mais confiar. Se eu desistir. Se eu escolher viver uma vida menor para nunca mais me decepcionar. Só que isso não é maturidade. Isso é medo. E existe uma diferença enorme entre aprender e endurecer. E eu não quero endurecer. Eu não quero me fechar para a dor porque isso é o mesmo que me fechar para a vida, para o bel...
Existe uma diferença enorme entre desistir de alguém e respeitar o tempo dessa pessoa. Faz um mês que eu não converso com uma grande amiga. Um mês parece pouco até você perceber quantas vezes, em trinta dias, acontece alguma coisa que você gostaria de contar. Quantas piadas só ela entenderia. Quantos memes você quase encaminha por impulso. Quantas vezes o dedo quase aperta “enviar” antes da razão lembrar que existe um silêncio que precisa ser respeitado. Ela pediu espaço. E, por mais difícil que seja, o meu papel agora é dar. Acho que é isso que a amizade adulta ensina e ninguém nos prepara para aprender: amar alguém nem sempre significa estar perto. Às vezes significa justamente suportar a distância sem transformá-la em invasão. Existe uma parte de mim que teme que esse espaço nunca termine. Que um dia eu descubra que aquela conversa foi, sem que eu soubesse, a última. Esse pensamento dói de um jeito silencioso. Não porque eu ache que o amor acabou, mas porque não sei o que o tem...