Tem dias que as horas se arrastam… essas 48h não passam... Eu penso em você o tempo todo, e toda hora confiro se você me enviou uma mensagem… mas você não me respondeu mais. Acho sua força incrível… eu não teria nem metade dela… eu não tô tendo. Tranquei sua conversa, silenciei as notificações… mas ainda assim, toda hora eu olho mais uma vez. E é sempre a mesma coisa: nada. Você tomou uma decisão e deve ter sido a decisão certa. Mas como essa merda dói! Nossa! Como dói! Mas acho que tá na hora de tomar a minha: não buscar mais notificações. Seguir. Eu poderia ter relevado. Você também. Mas, mais uma vez, nos negamos. Como pudemos ser tão burros? Trocar algo tão lindo e doce por… pelo quê mesmo? Me parece que não valeu a pena. Mas enfim… agora é tarde pra repensar. Até porque… repensamos tantas vezes e como você disse: não saímos do lugar. 48h se passaram… sim, eu estou contando.
Tô na merda, levei um pé na bunda. Chorei um dia inteiro. O olho ardeu, não comi, desidratei e minha cabeça explodiu. Latejava como se cada batida do coração viesse com um aviso sonoro: “acabou”. Senti medo. Senti culpa. Senti que não ia aguentar. Senti raiva, me senti traída e depois senti tudo isso de novo e de novo. Revisitei aquela noite maldita. Revisitei aquela manhã desastrosa. Desenhei outros finais. Alguns felizes, alguns menos felizes… e chorei ainda mais enquanto esperava sua resposta que eu sempre soube que não viria. Eu amo tanto que chega a doer o corpo e seu silêncio é uma lâmina que me atravessa a alma. Mas hoje? Hoje ainda é o dia 2. Ainda dói. Ainda tem aquele vazio no peito, a cama grande demais, o silêncio barulhento. Mas eu escolho escrever tristes textos e abraçar a minha dor como prova de que meu coração ainda pulsa. E, principalmente, eu escolho sorrir. Sorrir torto, cansado, meio falso. Sorrir até esse sorriso aprender o caminho de novo. “Ah, mas el...