A gente passa a vida inteira achando que vai ter tempo. Tempo pra dizer. Tempo pra voltar. Tempo pra pedir desculpa, pra agradecer, pra perdoar. Tempo pra fazer aquela visita que ficou pra semana que vem. Pra atender aquela ligação. Pra ficar mais cinco minutos. Pra dizer mais uma vez que ama. A gente vive como se as pessoas fossem permanentes, como se os encontros pudessem ser adiados e como se sempre existisse uma próxima oportunidade. Até que um dia, o tempo acaba. E não importa quantas coisas ficaram por dizer, quantos planos foram adiados, quantos abraços ficaram para depois. A vida não nos consulta antes de mudar tudo. É nesse momento que entendemos, da maneira mais dolorosa, que nunca tivemos tanto controle quanto imaginávamos. A verdade é que a gente não controla o tempo . Não controla as partidas, não escolhe as despedidas e não tem como negociar mais um dia com quem já foi. Só temos o agora. E, ainda assim, nem sempre estamos nele . Às vezes, estamos tão ocupados tentando res...
Hoje eu tô arrasada. O Lula foi para o segundo turno em segundo lugar, temos o pior congresso da história e minha amiga de vinte anos, que já tinha parado de falar comigo, deixou de me seguir e eu nem sei por quê. Não sei. Não sei mesmo. E talvez seja isso que mais me irrite: não ter uma explicação. Cara… que merda. Que merda. Hoje eu tô com raiva, magoada, decepcionada, em luto pelo Brasil, em luto por uma amizade que eu nem sei exatamente porquê morreu e, de quebra, estou arrependida. Muito arrependida. Das escolhas que fiz no ano passado. Na verdade, de uma escolha. Uma escolha específica. 24/07/25. Eu consigo voltar para aquele dia na minha cabeça com uma nitidez quase irritante. E o pior é que meu santo avisou. Avisou bonito. Não faça. Não fique. Não. Não. Não. Não faça isso, Polly. E eu fui lá e fiz. Fiquei com o irmão dela. E dali para frente foi ladeira abaixo. É impressionante como, às vezes, uma escolha que parece pequena abre uma porta que a gente não faz ideia de onde vai d...