O ciúme é um veneno que não chega gritando. Ele se infiltra. Primeiro, uma coceira leve, uma dúvida, uma vontade de saber demais. Depois, vem o gosto amargo, o coração acelerado, o olhar que procura pistas até onde só há paz. O ciúme é aquele tipo de planta que nasce pequena, quase invisível, mas quando você percebe, já se enrolou nas paredes, subiu pelos móveis, tomou o ar da casa. E você, que achava que estava apenas cuidando do jardim, percebe que está sendo sufocada por ele.
É ácido que corrói de dentro pra fora. Ele não destrói o outro, destrói quem sente. Faz a gente perder o juízo e o equilíbrio, transforma amor em vigilância, carinho em controle, cuidado em prisão. O ciúme é uma ferrugem: silenciosa, lenta, mas fatal. Primeiro atinge o brilho, depois consome a estrutura.
E o mais perigoso é que, no começo, ele parece amor. Parece zelo, parece prova de que “se importa”. Mas amor que sufoca não é amor. É medo. Medo de perder, medo de não ser suficiente, medo de ser trocada. E o medo, quando disfarçado de amor, vira uma arma.
Ciúme é fogo em pano seco: basta uma faísca e tudo vira cinza. E mesmo quando você apaga o incêndio, o cheiro de queimado fica. Fica na memória, na desconfiança, na necessidade de provar o tempo todo que nada está acontecendo. E, ironicamente, o que o ciúme mais teme é exatamente o que ele cria: o afastamento. Porque ninguém quer morar num campo minado, onde cada passo é suspeita.
É por isso que o ciúme, no fim, não é sobre o outro. É sobre o espelho. É sobre o que você enxerga (ou não enxerga) em si. É o reflexo da própria insegurança pedindo socorro, o coração tentando controlar o que não se controla. O ciúme é a prova de que, antes de confiar em alguém, a gente precisa confiar em si.
Porque o ciúme, quando alimentado, mata o amor. E o amor, mesmo verdadeiro, não sobrevive à desconfiança. Ele murcha, como flor regada com veneno.
No fim, o ciúme é isso: uma planta invasora que nasce no terreno do medo e se alimenta da ausência de amor-próprio. E o único antídoto que existe é a confiança. Confiança no outro, mas principalmente em você.
É ácido que corrói de dentro pra fora. Ele não destrói o outro, destrói quem sente. Faz a gente perder o juízo e o equilíbrio, transforma amor em vigilância, carinho em controle, cuidado em prisão. O ciúme é uma ferrugem: silenciosa, lenta, mas fatal. Primeiro atinge o brilho, depois consome a estrutura.
E o mais perigoso é que, no começo, ele parece amor. Parece zelo, parece prova de que “se importa”. Mas amor que sufoca não é amor. É medo. Medo de perder, medo de não ser suficiente, medo de ser trocada. E o medo, quando disfarçado de amor, vira uma arma.
Ciúme é fogo em pano seco: basta uma faísca e tudo vira cinza. E mesmo quando você apaga o incêndio, o cheiro de queimado fica. Fica na memória, na desconfiança, na necessidade de provar o tempo todo que nada está acontecendo. E, ironicamente, o que o ciúme mais teme é exatamente o que ele cria: o afastamento. Porque ninguém quer morar num campo minado, onde cada passo é suspeita.
É por isso que o ciúme, no fim, não é sobre o outro. É sobre o espelho. É sobre o que você enxerga (ou não enxerga) em si. É o reflexo da própria insegurança pedindo socorro, o coração tentando controlar o que não se controla. O ciúme é a prova de que, antes de confiar em alguém, a gente precisa confiar em si.
Porque o ciúme, quando alimentado, mata o amor. E o amor, mesmo verdadeiro, não sobrevive à desconfiança. Ele murcha, como flor regada com veneno.
No fim, o ciúme é isso: uma planta invasora que nasce no terreno do medo e se alimenta da ausência de amor-próprio. E o único antídoto que existe é a confiança. Confiança no outro, mas principalmente em você.
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