Eu estou feliz.
E talvez esse seja o texto inteiro.
Talvez eu não precise desenvolver nenhuma frase depois dessa. Mas eu quero.
Ontem à noite, deitada na minha cama, depois do meu skincare, peguei meu diário para escrever sobre como o dia tinha sido incrível. E, enquanto escrevia, me peguei pensando não apenas no dia, mas na semana, no mês na vida e em quantas coisas eu tenho para agradecer. Em quantas pessoas eu tenho para agradecer.
O mês de maio foi um dos mais desafiadores que vivi. Pessoas muito importantes na minha história se retiraram dela. Algumas despedidas foram inevitáveis, outras, bruscas. Todas doeram. Chorei por dias. Procurei respostas revisitando conversas, lembrando acontecimentos, tentando encontrar explicações onde talvez não existissem. Tive dificuldade de olhar fotos. Arquivei conversas. Ocultei lembranças. E continuei caminhando, alguns dias com muita dificuldade, outros com passos mais tranquilos... e em alguns momentos sendo carregada pelo amor de quem escolhe ficar... Por muitos momentos, tudo o que eu queria era ficar recolhida, lambendo minhas feridas, me sentindo injustiçada e frágil.
E talvez esse seja o texto inteiro.
Talvez eu não precise desenvolver nenhuma frase depois dessa. Mas eu quero.
Ontem à noite, deitada na minha cama, depois do meu skincare, peguei meu diário para escrever sobre como o dia tinha sido incrível. E, enquanto escrevia, me peguei pensando não apenas no dia, mas na semana, no mês na vida e em quantas coisas eu tenho para agradecer. Em quantas pessoas eu tenho para agradecer.
O mês de maio foi um dos mais desafiadores que vivi. Pessoas muito importantes na minha história se retiraram dela. Algumas despedidas foram inevitáveis, outras, bruscas. Todas doeram. Chorei por dias. Procurei respostas revisitando conversas, lembrando acontecimentos, tentando encontrar explicações onde talvez não existissem. Tive dificuldade de olhar fotos. Arquivei conversas. Ocultei lembranças. E continuei caminhando, alguns dias com muita dificuldade, outros com passos mais tranquilos... e em alguns momentos sendo carregada pelo amor de quem escolhe ficar... Por muitos momentos, tudo o que eu queria era ficar recolhida, lambendo minhas feridas, me sentindo injustiçada e frágil.
Mas, pela primeira vez diante de uma grande dor, eu não me permiti me anestesiar, e isso me alegra. Não me escondi no barulho, não me refugiei em distrações, não corri para outras relações tentando preencher vazios. Pelo contrário, eu fiquei. Fiquei comigo, com o desconforto, com o silêncio. Eu escrevi, li, fiz terapia. Chorei quando precisei. Aprendi o que precisava aprender. Me revisitei, respeitei meu tempo e me acolhi. E hoje, olhando para trás, percebo que a dor passou por mim sem me destruir. Ela me atravessou e me transformou, deixando no lugar uma mulher mais consciente, mais forte e, principalmente, mais inteira.
Então, ontem, eu me vi, no meio da minha rotina, num momento simples, com aquela maravilhosa sensação de leveza, aquele quentinho de olhar para a minha casa, para a minha vida e pensar: que delícia. Que delícia perceber que eu construí exatamente a vida que eu queria. Que delícia ser amada por tantas pessoas de tantas formas especiais. Que delícia saber que com meu trabalho eu tenho transformado a vida de muitas mulheres e que extraordinário saber que isso tem sido reconhecido. Que incrível é olhar ao meu redor e pensar: eu cheguei onde antes eu sequer sonhava. Que paz.
Eu estou feliz.
E dessa vez a felicidade não veio porque tudo deu certo ou porque tudo sempre dá certo.
Ela veio porque as bençãos que recebo são muito superiores aos desafios que às vezes enfrento…
E dessa vez a felicidade não veio porque tudo deu certo ou porque tudo sempre dá certo.
Ela veio porque as bençãos que recebo são muito superiores aos desafios que às vezes enfrento…
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