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Mostrando postagens de 2026

Paz é parar de lutar contra a realidade

Tem uma fase do término que ninguém explica direito. A fase em que você já entendeu racionalmente que a relação acabou, que não fazia bem, que os dois estavam se machucando… mas emocionalmente ainda vive como se estivesse esperando alguma coisa voltar. Uma mensagem. Um arrependimento. Uma versão da história em que tudo finalmente faça sentido. E talvez o mais difícil de aceitar seja isso: algumas pessoas realmente conseguem ir embora sem olhar pra trás. Enquanto outras revisitam conversas, lembram de detalhes, tentam entender onde exatamente tudo desandou…  E eu acho que isso aconteceu com a gente. Perceber que o amor que eu sentia não existia aí do outro lado me quebrou inteira... mas a verdade é que você não gostava de mim, não o suficiente pra ficar. E você disse isso: "eu não te amo". Essa frase, esse momento, ficou ecoando na minha mente, em looping... acho que você nem precisava ter dito isso. Se você ia embora, porque ser tão cruel? Mas enfim... você já foi. E eu cont...

É minha culpa?

Tenho orgulho de mim. E talvez essa seja uma das frases mais difíceis que já precisei dizer olhando no espelho. Porque apesar de tudo… eu tô seguindo. Sigo trabalhando. Estudando. Treinando. Levantando da cama nos dias em que meu corpo parece feito de concreto e minha mente só quer silêncio. E eu até tive silêncio… um silêncio ensurdecedor do único lugar de onde eu queria ouvir alguma coisa. A Ana comentou que conversou com meu irmão, uns meses atrás, porque estava estranhando meu comportamento. Disse que eu sou uma pessoa falante… e que meu silêncio estava preocupando ela. Ela já sabia que algo tinha quebrado antes mesmo de eu perceber. Engraçado como quem realmente nos conhece… nos conhece. Tem gente que percebe quando o nosso riso muda de temperatura. Quando a gente pára de ocupar espaço. Quando começa a sobreviver baixinho. Eu tive momentos ruins pra caramba. Outros ainda piores. Mas também tive colo. O carinho das minhas amigas. A mão do meu irmão quando eu não conseguia andar...

Todos os dias entre nós (10/04/2026)

Fazem 2 domingos. E todos os dias entre eles. Parece uma eternidade e, ao mesmo tempo, parece que foi ontem. Eu ainda sinto falta da nossa rotina. Ainda não me adaptei aos dias sem você. Ainda busco seu olhar. Seu riso. Ainda espero sentir você respirando pelo meu corpo, percebendo cada nuance do meu cheiro, experimentando meu sabor. É estranho como a ausência de alguém não ocupa só espaço. Ocupa horário. Ocupa hábito. Ocupa partes inteiras da gente. E eu fico me perguntando se isso passa. Será que vai passar? Será que eu vou esquecer? E em que momento exatamente a dor deixa de ser presença constante e vira só lembrança? Porque agora tudo ainda parece muito vivo. Muito perto. Muito aberto. E eu quero tanto esquecer. Quero tanto virar a página. Quero tanto superar. Mas talvez a pior parte não seja a saudade. Talvez seja essa sensação de que o mundo continua funcionando normalmente enquanto, dentro da gente, alguma coisa ainda está caída no chão. Sei que só o tempo. E é engraçado como a ...

Sim, eu estou contando

Tem dias que as horas se arrastam… essas 48h não passam... Eu penso em você o tempo todo, e toda hora confiro se você me enviou uma mensagem… mas você não me respondeu mais. Acho sua força incrível… eu não teria nem metade dela… eu não tô tendo. Tranquei sua conversa, silenciei as notificações… mas ainda assim, toda hora eu olho mais uma vez. E é sempre a mesma coisa: nada.  Você tomou uma decisão e deve ter sido a decisão certa. Mas como essa merda dói! Nossa! Como dói! Mas acho que tá na hora de tomar a minha: não buscar mais notificações. Seguir.  Eu poderia ter relevado. Você também. Mas, mais uma vez, nos negamos. Como pudemos ser tão burros? Trocar algo tão lindo e doce por… pelo quê mesmo? Me parece que não valeu a pena.  Mas enfim… agora é tarde pra repensar. Até porque… repensamos tantas vezes e como você disse: não saímos do lugar.  48h se passaram… sim, eu estou contando. 

Eu levei um pé na bunda

Tô na merda, levei um pé na bunda.   Chorei um dia inteiro. O olho ardeu, não comi, desidratei e minha cabeça explodiu. Latejava como se cada batida do coração viesse com um aviso sonoro: “acabou”. Senti medo. Senti culpa. Senti que não ia aguentar. Senti raiva, me senti traída e depois senti tudo isso de novo e de novo. Revisitei aquela noite maldita. Revisitei aquela manhã desastrosa. Desenhei outros finais. Alguns felizes, alguns menos felizes… e chorei ainda mais enquanto esperava sua resposta que eu sempre soube que não viria. Eu amo tanto que chega a doer o corpo e seu silêncio é uma lâmina que me atravessa a alma. Mas hoje? Hoje ainda é o dia 2. Ainda dói. Ainda tem aquele vazio no peito, a cama grande demais, o silêncio barulhento. Mas eu escolho escrever tristes textos e abraçar a minha dor como prova de que meu coração ainda pulsa.  E, principalmente, eu escolho sorrir. Sorrir torto, cansado, meio falso. Sorrir até esse sorriso aprender o caminho de novo. “Ah, mas el...

Até as coisas incríveis morrem.

São 3:39 da manhã: aquele limbo em que a cidade dorme, o barulho cala, o corpo esgotado implora por descanso… e a mente decide que é um ótimo momento pra começar a tortura diária. Eu dormi depois da meia-noite, como quem desmaia e não como quem descansa. O corpo desligou por exaustão. A mente, não. A mente é aquela amiga inconveniente que chega sem avisar, acende todas as luzes da casa e começa a fazer perguntas que não têm resposta. O que poderia ter sido diferente? Onde foi que eu errei? Por que não deu certo? Eu não tenho as respostas. Aliás, nem as perguntas eu tenho direito. Só tenho esse buraco no peito, essa sensação de página inacabada, de frase que termina sem ponto final. Todo mundo ama uma história com porquê. A gente foi educada a acreditar que tudo tem sentido, lição, moral no fim. Mas na vida real, o fim às vezes é só isso: fim. Sem explicação, sem discurso bonito, sem vilão claro. Acaba porque alguém não aguenta mais, porque alguém não sabe como continuar, porque algo se...

Você foi embora

Você foi embora. E eu ainda não entendi como o mundo continua funcionando como se nada tivesse acontecido. Os minutos passam, as pessoas gargalham, o sol insiste em nascer… e dentro de mim tudo está em ruína. É um silêncio barulhento. Eu ouço a sua ausência em cada canto da casa. Eu não acredito que você foi embora. Eu pedi tanto que você ficasse. Tantas conversas, tantos “vamos tentar mais uma vez?”, tantas noites em que eu dormi abraçada em uma esperança que, no fundo, você já tinha largado faz tempo. Eu estava segurando uma corda que você já tinha soltado sem me contar. E dói. Dói num lugar do corpo que nem tem nome, mas que pesa no peito, aperta a garganta, lateja nas costas. Dói pensar que não terei mensagem sua. Dói olhar pro lado da cama e ver que o seu travesseiro virou um território vazio. Dói perceber que meu futuro tinha seu abraço, seu sorriso, seu jeito irritante de me contradizer… e que tudo, de repente, virou um borrão. Eu sei que somos diferentes. Eu sempre soube. A gen...

Ep. 19 - Não é charminho. É NÃO, mesmo!

Quantas vezes você já teve que dizer “não” até começarem a te levar a sério? Uma. Duas. Cinco. E o pior? Ainda sair como grossa. Nesse episódio eu falo sobre essa cultura absurda da insistência, sobre o mito do “charminho” feminino e sobre o que a psicologia explica quando alguém simplesmente não aceita o seu limite. Porque “não” não é desafio. Não é teste. E definitivamente não é convite. É limite. E limite merece respeito. Dá o play. 🎙️