Tem algo se desfazendo dentro de mim. Não explode. Não grita. Não faz drama. Só se desmancha em silêncio, como quem entende, enfim, que o bonito também acaba. E não, não foi falta de amor. Foi excesso de lucidez. De perceber que o sentir, por mais verdadeiro que fosse, não bastava pra sustentar o encontro. Você me puxava, e eu ia. Mas, no instante seguinte, me empurrava e eu ficava ali, suspensa. Entre o quase e o nunca. Entre o toque e o vácuo. E o mais doido é que, por um tempo, eu acreditei. Acreditei que seu silêncio era calma, quando era fuga. Acreditei que seu jeito contido era profundidade, quando era medo. Acreditei que seu tempo era diferente, quando, na verdade, era desinteresse. Mas, veja, eu não me arrependo. Não mesmo. Eu fui inteira. Fui leve, fui honesta, fui corajosa. E quando percebi que já não tinha onde pousar, eu implorei por espaço: mas voei . Doeu, sim. Mas doeu limpo. Sem culpa, sem raiva, sem precisar me odiar por ter sentido. Eu senti: e isso m...
🖤Transformando o limão mais amargo em algo parecido com uma limonada. Quando adolescente eu escrevia um diário em um caderno de capa amarela... o meu bote salva-vidas…🖤