O ciúme é um veneno que não chega gritando. Ele se infiltra. Primeiro, uma coceira leve, uma dúvida, uma vontade de saber demais. Depois, vem o gosto amargo, o coração acelerado, o olhar que procura pistas até onde só há paz. O ciúme é aquele tipo de planta que nasce pequena, quase invisível, mas quando você percebe, já se enrolou nas paredes, subiu pelos móveis, tomou o ar da casa. E você, que achava que estava apenas cuidando do jardim, percebe que está sendo sufocada por ele. É ácido que corrói de dentro pra fora. Ele não destrói o outro, destrói quem sente. Faz a gente perder o juízo e o equilíbrio, transforma amor em vigilância, carinho em controle, cuidado em prisão. O ciúme é uma ferrugem: silenciosa, lenta, mas fatal. Primeiro atinge o brilho, depois consome a estrutura. E o mais perigoso é que, no começo, ele parece amor. Parece zelo, parece prova de que “se importa”. Mas amor que sufoca não é amor. É medo. Medo de perder, medo de não ser suficiente, medo de ser trocada. E o m...
🖤Transformando o limão mais amargo em algo parecido com uma limonada. Quando adolescente eu escrevia um diário em um caderno de capa amarela... o meu bote salva-vidas…🖤