Tenho pensado muito sobre como nem toda pessoa é pra você. Sobre como paixões intensas nem sempre despertam a sua melhor versão. E eu acho mesmo que minha última relação não fazia tão bem assim pra mim.
Porque quando era bom, era muito bom. Mas quando era ruim… era terrível.
O ciúme. O controle. A tensão constante de medir palavras, atitudes, roupas, reações. Eu já não me sentia completamente eu. E isso é assustador quando você percebe. Porque lá no começo eu fui muito clara: “eu só quero poder ser eu. Só quero não precisar performar.”
E, de repente, eu estava performando o tempo inteiro.
Tentando prever reações. Tentando evitar conflitos. Tentando parecer menos intensa, menos livre, menos expansiva. Tentando ser a versão de mim que causaria menos desconforto.
Mas isso não é amor. Isso é sobrevivência.
E sejamos honestos, nunca foi cuidado. Era controle vestido de preocupação. Porque cuidado acolhe. Controle sufoca. E eu acho mesmo que você nunca confiou em mim, talvez nem em você mesmo.
E o ciúme é um animal faminto.
A insegurança é um incêndio silencioso.
E os dois, juntos, consomem tudo. Inclusive a pessoa que está tentando amar.
O que mais me assombra nem é o fim. É perceber o quanto eu tentei caber.
Por que eu segurei com tanta força?
Por que eu tentei tanto me adequar?
Por que, mesmo batendo o pé e dizendo “você não vai me controlar”, eu continuei diminuindo meu tom? Me explicando demais? Me ajustando?
Porque é isso que relações assim fazem. Elas não te quebram de uma vez. Elas vão te diminuindo aos poucos. Você vai cedendo em pequenas coisas até perceber que já não ocupa mais o espaço inteiro de quem você era.
E a parte mais cruel?
Nunca é suficiente.
Você pode mudar o jeito de falar, o jeito de agir, o jeito de existir. Pode tentar tranquilizar, provar, ceder, acolher, apagar incêndios emocionais que nem foram causados por você. Ainda assim, não basta.
Porque a insegurança nunca se satisfaz.
O ciúme nunca termina de comer.
É um animal faminto. Sempre será.
E talvez seja justamente por isso que hoje eu só consiga sentir gratidão.
Gratidão por você ter feito o que eu não fui capaz de fazer. Porque, no fundo, nós realmente não combinávamos. Nós realmente fazíamos mal um ao outro.
Eu te deixava inseguro.
E você me sufocava.
O meu amor não era suficiente pra te tranquilizar. E eu já não tinha mais o que oferecer além do que eu já estava entregando, inclusive partes de mim mesma.
Então talvez amar também seja isso: reconhecer quando duas pessoas, por mais apaixonadas que estejam, despertam feridas demais uma na outra.
E por mais doloroso que tenha sido… obrigada por ter me libertado.
Porque eu acho que, se dependesse de mim, eu teria continuado tentando caber num lugar onde eu precisava desaparecer pra permanecer.
Porque quando era bom, era muito bom. Mas quando era ruim… era terrível.
O ciúme. O controle. A tensão constante de medir palavras, atitudes, roupas, reações. Eu já não me sentia completamente eu. E isso é assustador quando você percebe. Porque lá no começo eu fui muito clara: “eu só quero poder ser eu. Só quero não precisar performar.”
E, de repente, eu estava performando o tempo inteiro.
Tentando prever reações. Tentando evitar conflitos. Tentando parecer menos intensa, menos livre, menos expansiva. Tentando ser a versão de mim que causaria menos desconforto.
Mas isso não é amor. Isso é sobrevivência.
E sejamos honestos, nunca foi cuidado. Era controle vestido de preocupação. Porque cuidado acolhe. Controle sufoca. E eu acho mesmo que você nunca confiou em mim, talvez nem em você mesmo.
E o ciúme é um animal faminto.
A insegurança é um incêndio silencioso.
E os dois, juntos, consomem tudo. Inclusive a pessoa que está tentando amar.
O que mais me assombra nem é o fim. É perceber o quanto eu tentei caber.
Por que eu segurei com tanta força?
Por que eu tentei tanto me adequar?
Por que, mesmo batendo o pé e dizendo “você não vai me controlar”, eu continuei diminuindo meu tom? Me explicando demais? Me ajustando?
Porque é isso que relações assim fazem. Elas não te quebram de uma vez. Elas vão te diminuindo aos poucos. Você vai cedendo em pequenas coisas até perceber que já não ocupa mais o espaço inteiro de quem você era.
E a parte mais cruel?
Nunca é suficiente.
Você pode mudar o jeito de falar, o jeito de agir, o jeito de existir. Pode tentar tranquilizar, provar, ceder, acolher, apagar incêndios emocionais que nem foram causados por você. Ainda assim, não basta.
Porque a insegurança nunca se satisfaz.
O ciúme nunca termina de comer.
É um animal faminto. Sempre será.
E talvez seja justamente por isso que hoje eu só consiga sentir gratidão.
Gratidão por você ter feito o que eu não fui capaz de fazer. Porque, no fundo, nós realmente não combinávamos. Nós realmente fazíamos mal um ao outro.
Eu te deixava inseguro.
E você me sufocava.
O meu amor não era suficiente pra te tranquilizar. E eu já não tinha mais o que oferecer além do que eu já estava entregando, inclusive partes de mim mesma.
Então talvez amar também seja isso: reconhecer quando duas pessoas, por mais apaixonadas que estejam, despertam feridas demais uma na outra.
E por mais doloroso que tenha sido… obrigada por ter me libertado.
Porque eu acho que, se dependesse de mim, eu teria continuado tentando caber num lugar onde eu precisava desaparecer pra permanecer.
Comentários
Postar um comentário
Fala comigo: