Luto é uma daquelas palavras que carregam peso demais pra caber num único significado.
Quem já perdeu alguém sabe: não existe “seguir em frente”, como as pessoas gostam de dizer.
Existe, no máximo, seguir.
Com a saudade sentada ao lado, quieta, mas sempre ali.
Se escondendo nas músicas, nas lembranças, nas coisas simples do dia… até nas novas experiências, que seriam ainda mais bonitas se aquela pessoa estivesse aqui.
Mas chega uma hora em que o coração cansa de caminhar sozinho.
Cansa de andar à deriva, só com a saudade fazendo companhia.
E começa a desejar outro passo ao lado — um novo compasso, um novo desenho, uma nova história.
É aí que o luto bagunça tudo.
Porque como é que se abre espaço pra alguém novo, quando o amor antigo ainda mora dentro?
Como é que se permite sentir, sem achar que está traindo uma memória?
O mundo adora soltar conselhos prontos — e inúteis.
“Segue o coração”, dizem.
Como se fosse simples.
Mas ninguém fala que, às vezes, o coração está em guerra.
Metade preso no passado, metade querendo se arriscar no futuro.
E é aí que nasce a culpa.
Culpa por sentir saudade.
Culpa por querer seguir.
Culpa por não saber como.
Mas aqui vai uma verdade dura e bonita:
Amar de novo não apaga o que já foi.
Amar de novo é deixar o coração crescer, se reinventar, se ampliar.
O amor por quem partiu não diminui porque outro chegou — ele só muda de forma.
Continua ali, como uma marca eterna na sua história.
E talvez o novo tenha vindo pra ocupar um lugar novo,
e o passado continue no lugar do passado,
e as duas histórias — tão diferentes — passem a coexistir no mesmo coração.
Um coração que não se limita pra amar.
Um coração que pode transbordar.
Talvez a questão nunca tenha sido “superar”.
Talvez seja acolher.
Acolher as memórias, a saudade, e também a coragem de começar outra história.
Porque o amor verdadeiro não compete, ele se soma.
Se permitir amar de novo não é uma traição
É o maior gesto de amor e de coragem que você poderia oferecer
à pessoa que se foi,
à que você ainda é,
Quem já perdeu alguém sabe: não existe “seguir em frente”, como as pessoas gostam de dizer.
Existe, no máximo, seguir.
Com a saudade sentada ao lado, quieta, mas sempre ali.
Se escondendo nas músicas, nas lembranças, nas coisas simples do dia… até nas novas experiências, que seriam ainda mais bonitas se aquela pessoa estivesse aqui.
Mas chega uma hora em que o coração cansa de caminhar sozinho.
Cansa de andar à deriva, só com a saudade fazendo companhia.
E começa a desejar outro passo ao lado — um novo compasso, um novo desenho, uma nova história.
É aí que o luto bagunça tudo.
Porque como é que se abre espaço pra alguém novo, quando o amor antigo ainda mora dentro?
Como é que se permite sentir, sem achar que está traindo uma memória?
O mundo adora soltar conselhos prontos — e inúteis.
“Segue o coração”, dizem.
Como se fosse simples.
Mas ninguém fala que, às vezes, o coração está em guerra.
Metade preso no passado, metade querendo se arriscar no futuro.
E é aí que nasce a culpa.
Culpa por sentir saudade.
Culpa por querer seguir.
Culpa por não saber como.
Mas aqui vai uma verdade dura e bonita:
Amar de novo não apaga o que já foi.
Amar de novo é deixar o coração crescer, se reinventar, se ampliar.
O amor por quem partiu não diminui porque outro chegou — ele só muda de forma.
Continua ali, como uma marca eterna na sua história.
E talvez o novo tenha vindo pra ocupar um lugar novo,
e o passado continue no lugar do passado,
e as duas histórias — tão diferentes — passem a coexistir no mesmo coração.
Um coração que não se limita pra amar.
Um coração que pode transbordar.
Talvez a questão nunca tenha sido “superar”.
Talvez seja acolher.
Acolher as memórias, a saudade, e também a coragem de começar outra história.
Porque o amor verdadeiro não compete, ele se soma.
Se permitir amar de novo não é uma traição
É o maior gesto de amor e de coragem que você poderia oferecer
à pessoa que se foi,
à que você ainda é,
e à pessoa que acabou de chegar.

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