Uma desordem viva, pulsante, que não segue manual nem protocolo:
e ainda bem.
As cobertas jogadas pelo chão carregam o rastro do que fomos:
urgentes, famintos, desobedientes.O cheiro quente do quarto denuncia o que a boca não confessa. As risadas ainda vibram no ar como se tivessem sido presas nas paredes.
E os corpos… ah, os corpos.
Eles se encontram como quem volta pra casa depois de anos perdida.
Se enroscam, se provocam, se reconhecem na pele, no toque, no ritmo descompassado da respiração.
Tem suor escorrendo, tem cansaço bom que pesa nos músculos, tem aquela exaustão que só existe quando dois mundos colidem sem medo de deixar marca.
E depois da explosão, vem o silêncio. Aquele silêncio que não é vazio, é cheio.
Cheio de respirações curtas, pensamentos bagunçados, corações desalinhados e vozes internas que sussurram verdades que não ousamos dizer em voz alta.
Porque a minha cama é isso:
um campo de batalha e um refúgio,
um caos e um ninho,
um lugar onde tudo acontece e nada precisa ser explicado.
É ali que a gente se perde…
e, curiosamente, é ali que a gente se acha também.

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