Há um instante depois da tormenta
em que o mundo respira fundo,
e tudo parece suspenso
nem tristeza, nem alívio,
só o eco do que foi levado.
A chuva ainda cai, fina, quase tímida,
mas já há luz atravessando as frestas,
uma claridade que não pede licença,
invade o cinza e o transforma em cor.
O arco se ergue no céu como lembrança,
um gesto de reconciliação entre o que fica e o que parte.
É a despedida que sorri,
a ausência que se pinta de presença.
Há beleza nessa contradição
a luz precisa da sombra para existir,
a cor nasce do que se desfaz,
e o milagre é breve,
como tudo que vale.
Às vezes olho pro alto e penso:
talvez o amor seja isso,
uma luz que ainda atravessa a chuva,
mesmo quando o sol já se foi.
E nesse instante
tão pequeno, tão imenso
meu mundo parece inteiro de novo,
como se do céu você encontrasse um jeito de me amar.
em que o mundo respira fundo,
e tudo parece suspenso
nem tristeza, nem alívio,
só o eco do que foi levado.
A chuva ainda cai, fina, quase tímida,
mas já há luz atravessando as frestas,
uma claridade que não pede licença,
invade o cinza e o transforma em cor.
O arco se ergue no céu como lembrança,
um gesto de reconciliação entre o que fica e o que parte.
É a despedida que sorri,
a ausência que se pinta de presença.
Há beleza nessa contradição
a luz precisa da sombra para existir,
a cor nasce do que se desfaz,
e o milagre é breve,
como tudo que vale.
Às vezes olho pro alto e penso:
talvez o amor seja isso,
uma luz que ainda atravessa a chuva,
mesmo quando o sol já se foi.
E nesse instante
tão pequeno, tão imenso
meu mundo parece inteiro de novo,
como se do céu você encontrasse um jeito de me amar.

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