Pular para o conteúdo principal

Ep. 7 – Redes sociais e a falácia de que aquilo é nossa vida

 Pode ficar só entre nós?

Eu sou a Pollyanna Quites…
e hoje eu quero falar sobre as redes sociais e a falácia de que aquilo é nossa vida.

Nos últimos dias, eu tenho passado por desafios enormes. Minha vontade, sinceramente, é não aparecer nas redes… ou, se aparecesse, seria pra chorar igual criança e pronto. Sair da cama tem sido um desafio.

Mas vai lá… olha meus vídeos, meus stories… e me conta: você vê isso?
Vai lá e me diz se aquela mulher não parece ter a vida perfeita… que sabe todas as respostas… que é mais forte que o mundo.

E eu não tô mentindo lá. Não tô.
Eu sou aquela também.
Na minha profissão, eu realmente sei as respostas. Eu realmente sou mais forte que tudo.

Mas… eu não sou  aquela.
Eu sou mais.
Eu sou múltipla, complexa, cheia de nuances… e existem outros momentos…
Momentos em que eu tô frágil… assustada…
Me sentindo sozinha e desamparada.

As pessoas precisam entender:
As redes sociais são uma parte, uma pequena parte de um todo imenso.
Por mais que você se mostre ali, quem te vê nunca vai saber tudo…
Ninguém sabe.

E tá tudo bem.
Não precisamos expor tudo pra sermos verdadeiras.
Não precisamos ser fortes o tempo todo pra sermos admiradas.
E muito menos precisamos parecer perfeitas pra sermos amadas.

Então… se você também anda se comparando com o que vê nas redes…
Lembre disso:
Ninguém é só o que posta.
Ninguém é só o que aparece.
Todos somos mais… bem mais…

E eu quero saber o que você achou… comenta aqui embaixo e corre lá no meu Instagram pra ficarmos mais próximas!
A gente se fala… só entre nós.

Comentários

Mais Vistas

Jogando o Jogo do Contente

Ontem eu fiz todos os meus planos para a semana, mês, pro futuro.  Tava motivada a mudar o ritmo da minha vida. Recomeçar.  Acordei hoje arrasada.  Tive um segundo sonho com o Rafael. No primeiro, há uns dias, eu via ele através de um vidro, tentava alcança-lo mas ele não me via, não me ouvia, não me atendia... foi desesperador.  Neste ele terminava comigo, e eu implorava para que ele não fosse embora, não desistisse de nós, que poderíamos consertar qualquer coisa. Mas ele dizia que já era hora e que não dava mais. Ele tava chorando. E eu acordei com esse sentimento horrível com ele terminando comigo.  Minha psicologa disse que é meu inconsciente elaborando essa tragédia. Eu não sei dizer o que é. Só sei que eu acordo destruída. Com a sensação do fim pulsando no meu corpo. As lágrimas saltando dos meus olhos e a solidão me apunhalando o coração. O ar falta, o peito aperta, a dor é física e o pânico parece que vai tomar conta de tudo. Nas primeiras noites sem ele...

Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro!

2022  em palavras: Morte e renascimento. Perdas e recomeços. Tristeza e felicidade. Desamparo e amizade. Eu abraçando a minha dualidade, em um mundo onde nada é simplesmente branco ou preto.  Aquele ditado de que Deus fecha uma porta mas abre uma janela é real demais. Quando vi o mundo desabar, encontrei as melhores pessoas para segurar as paredes que restavam e tijolo por tijolo reconstruir a minha vida. Quando não tive forças para andar, fui carregada por amores que eu nem imaginava quão intensos eram. Quando me vi sozinha, desamparada, tive revezamento de abraços e colos, compreensivos e engraçados me mostrando que eu JAMAIS estaria sozinha. Quando tudo parecia perdido, fui incentivada a tentar de novo, fazer diferente, acreditar e sonhar.  E eu terminei mais um ano agradecendo. Agradecendo por cada uma dessas pessoas que me ajudou a chegar até aqui, cada um desses abraços de conforto, cada um que dedicou tempo e paciência pra me ver levantar, cada um que segurou a min...

Eu quero fazer as pazes comigo...

Durante muito tempo, achei que amadurecer significava nunca mais cometer o mesmo erro. Como se a vida entregasse uma prova, eu aprendesse a lição e, dali em diante, estivesse imune. Mas não é assim. A gente pode querer não errar. Mas a gente erra, muitas vezes, algumas no mesmo lugar, só que de um jeito diferente. E talvez seja exatamente aí que esteja a resposta (neste erro que se repete). A real é que eu só não errarei de novo, do mesmo jeito, quando eu deixar de ser quem eu sou.  Quando eu mudar o meu desejo. Mas, principalmente, eu só vou parar de errar se eu parar de desejar. Se eu parar de me envolver. Se eu parar de tentar. Se eu me esconder da vida. Se eu nunca mais confiar. Se eu desistir. Se eu escolher viver uma vida menor para nunca mais me decepcionar. Só que isso não é maturidade. Isso é medo. E existe uma diferença enorme entre aprender e endurecer. E eu não quero endurecer. Eu não quero me fechar para a dor porque isso é o mesmo que me fechar para a vida, para o bel...