Pular para o conteúdo principal

Entre o Tempo e a Eternidade

Entre os encontros e desencontros da vida, há momentos em que nos perguntamos: será que o amor verdadeiro existe? Aquele que resiste ao tempo, às escolhas e até mesmo à distância? Eu já vivi algo assim e, como Beethoven, também acredito que alguns sentimentos são para sempre. Enquanto muitos passam por amores passageiros, ele eternizou suas emoções em uma carta para sua "Amada Imortal". Existem histórias que podem seguir caminhos diferentes, mas o amor, esse permanece, ecoando no tempo, em cada lembrança.


Minha amada imortal,

Meu coração transborda com sentimentos que não podem ser contidos nas palavras. Ainda que longe, você está sempre comigo, em cada pensamento, em cada respiração. O tempo e a distância que nos separam são insuportáveis, mas o amor que sinto por você é eterno, imutável e me mantém firme.

Não existe outro propósito para mim senão você. Minha vida é incompleta sem sua presença, e cada momento longe de você é um momento de dor, mas também de esperança de reencontrá-la. Às vezes, sinto que estou dividido entre o desespero e a alegria intensa, pois a certeza do seu amor me consola, mas a distância nos tortura.

Oh, se eu pudesse estar ao seu lado agora, poderíamos vencer o mundo juntos. Você é minha luz, minha alma, e a razão de toda minha música. Eu te amo de uma forma que transcende o tempo e o espaço, e nada neste mundo poderá apagar o que sinto.

Espere por mim. O destino há de nos unir novamente. Até então, vivo com a esperança de que nossos corações permaneçam conectados por esse amor imortal.

Com todo o amor eterno,

Seu, sempre,
Ludwig

Comentários

Mais Vistas

Jogando o Jogo do Contente

Ontem eu fiz todos os meus planos para a semana, mês, pro futuro.  Tava motivada a mudar o ritmo da minha vida. Recomeçar.  Acordei hoje arrasada.  Tive um segundo sonho com o Rafael. No primeiro, há uns dias, eu via ele através de um vidro, tentava alcança-lo mas ele não me via, não me ouvia, não me atendia... foi desesperador.  Neste ele terminava comigo, e eu implorava para que ele não fosse embora, não desistisse de nós, que poderíamos consertar qualquer coisa. Mas ele dizia que já era hora e que não dava mais. Ele tava chorando. E eu acordei com esse sentimento horrível com ele terminando comigo.  Minha psicologa disse que é meu inconsciente elaborando essa tragédia. Eu não sei dizer o que é. Só sei que eu acordo destruída. Com a sensação do fim pulsando no meu corpo. As lágrimas saltando dos meus olhos e a solidão me apunhalando o coração. O ar falta, o peito aperta, a dor é física e o pânico parece que vai tomar conta de tudo. Nas primeiras noites sem ele...

Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro!

2022  em palavras: Morte e renascimento. Perdas e recomeços. Tristeza e felicidade. Desamparo e amizade. Eu abraçando a minha dualidade, em um mundo onde nada é simplesmente branco ou preto.  Aquele ditado de que Deus fecha uma porta mas abre uma janela é real demais. Quando vi o mundo desabar, encontrei as melhores pessoas para segurar as paredes que restavam e tijolo por tijolo reconstruir a minha vida. Quando não tive forças para andar, fui carregada por amores que eu nem imaginava quão intensos eram. Quando me vi sozinha, desamparada, tive revezamento de abraços e colos, compreensivos e engraçados me mostrando que eu JAMAIS estaria sozinha. Quando tudo parecia perdido, fui incentivada a tentar de novo, fazer diferente, acreditar e sonhar.  E eu terminei mais um ano agradecendo. Agradecendo por cada uma dessas pessoas que me ajudou a chegar até aqui, cada um desses abraços de conforto, cada um que dedicou tempo e paciência pra me ver levantar, cada um que segurou a min...

Eu quero fazer as pazes comigo...

Durante muito tempo, achei que amadurecer significava nunca mais cometer o mesmo erro. Como se a vida entregasse uma prova, eu aprendesse a lição e, dali em diante, estivesse imune. Mas não é assim. A gente pode querer não errar. Mas a gente erra, muitas vezes, algumas no mesmo lugar, só que de um jeito diferente. E talvez seja exatamente aí que esteja a resposta (neste erro que se repete). A real é que eu só não errarei de novo, do mesmo jeito, quando eu deixar de ser quem eu sou.  Quando eu mudar o meu desejo. Mas, principalmente, eu só vou parar de errar se eu parar de desejar. Se eu parar de me envolver. Se eu parar de tentar. Se eu me esconder da vida. Se eu nunca mais confiar. Se eu desistir. Se eu escolher viver uma vida menor para nunca mais me decepcionar. Só que isso não é maturidade. Isso é medo. E existe uma diferença enorme entre aprender e endurecer. E eu não quero endurecer. Eu não quero me fechar para a dor porque isso é o mesmo que me fechar para a vida, para o bel...