Pular para o conteúdo principal

Renasce (2024)


No meu coração ficaram muitas palavras,

Um vocabulário inteiro de ilusões,

Tudo que morre fica vivo na lembrança,

E é difícil viver com um cemitério na cabeça…


Nas ruas da alma, ecoam passos perdidos,

Sombras de amores que o tempo não apaga,

Entre suspiros e sonhos não vividos,

A vida se desenha em linhas vagas.


Lágrimas que o destino fez poesia,

Em cada canto, um verso de saudade,

Na melodia de uma doce agonia,

Bailam lembranças de uma antiga verdade.


Mas veja, mesmo com a dor que me abraça,

Cada memória, uma história, um aprendizado,

Transformo o luto em força, e o passo, em graça,

Pois ainda que ferida, não estou quebrada.


Então, sigo com um cemitério na mente,

Mas no peito, um jardim de esperança floresce,

Porque cada final é um começo, e sutilmente,

A vida me ensina que tudo renasce.


Comentários

Mais Vistas

A falta de controle

Você já parou pra pensar como a vida muda seu curso em um segundo? Do mais absoluto NADA. Um instante antes você está dentro da rotina, acreditando que tem um roteiro em mãos, que sabe a próxima cena. E, de repente, sem aviso, sem preparação: BOOMM! Tudo se desfaz. Você precisa recomeçar, refazer, assimilar… do nada. Um acidente, um adeus, uma doença. Do nada. E é aí que a vida nos revela sua crueldade e sua beleza: ela não pede licença, não dá prévia, não negocia. Ela simplesmente acontece. E, ainda assim, a gente insiste em acreditar que tem controle… e sofre pela ausência dele, como se essa ausência fosse falha, quando na verdade é a regra do jogo. A falta de controle é a lembrança mais cruel e mais bela da existência. Cruel porque nos arranca a ilusão de sermos donos do tempo, dos outros, até de nós mesmos. Bela porque, ao despir-nos dessa ilusão, nos devolve a verdade mais antiga: tudo é instante.  Heráclito já dizia que “ninguém entra duas vezes no mesmo rio, porque as águas ...

Ep. 19 - Não é charminho. É NÃO, mesmo!

Quantas vezes você já teve que dizer “não” até começarem a te levar a sério? Uma. Duas. Cinco. E o pior? Ainda sair como grossa. Nesse episódio eu falo sobre essa cultura absurda da insistência, sobre o mito do “charminho” feminino e sobre o que a psicologia explica quando alguém simplesmente não aceita o seu limite. Porque “não” não é desafio. Não é teste. E definitivamente não é convite. É limite. E limite merece respeito. Dá o play. 🎙️

Ele não é meu namorado (21/11/25)

Não, ele não é meu namorado. A gente se beija como quem não quer ir embora. Anda de mãos dadas no shopping. Divide sorvete na mesma casquinha. Viaja junto. Faz mudança.  Mas a gente não tá namorando. A gente passa todo final de semana junto. Ele dorme na minha casa e eu na dele,  Tem um cantinho pra ele bem aqui. Tem um espaço pra mim no cantinho dele. A gente não fica com mais ninguém,  mas a gente não tá namorando. Ele já se ocupa dos meus esquecimentos. E toda segunda leva minha filha pro estágio. Eu desisti de cortar meu cabelo e tive que mudar de perfume porque ele é alérgico  Mas a gente não tá namorando A gente ama filme e vinho. Batata frita é o pedido oficial dele. E o pão na chapa que ele faz parece um abraço. Mas a gente não tá namorando. Eu adoro cozinhar pra ele. Ele adora ficar me olhando. A gente vai junto encontrar os amigos. Tem planos  viagens. Tem combinados, rotinas e jeitos. E tem nós dois em tudo. Mas a gente não tá namorando. E eu nem sei ...