Pular para o conteúdo principal

Eu Nasci e Morri em Janeiro (2023)

Janeiro, um mês que marca tanto um início quanto um fim. Foi neste mês que eu vi a luz do mundo pela primeira vez e que enfrentei a dor silenciosa de perder meu melhor amigo.

Esse é, para mim, um mês intenso e transformador. Que reforça o vazio, mas também os ensinamentos e lembranças que me fortalecem.

Com janeiro aprendi a agradecer cada momento, seja ele alegre ou doloroso. Cada riso compartilhado, cada lágrima derramada, cada dificuldade superada. 

A vida, com suas reviravoltas, é uma mestra silenciosa que nos molda através de cada experiência.

Ao lembrar que só não envelhece, quem na juventude se despede, honro quem sou com as marcas que a vida me concede. Essas marcas são símbolos da resistência, aprendizado e força que carrego comigo. Elas representam a minha jornada, uma história que continuo a escrever a cada novo amanhecer.

Em janeiro reflito sobre o caminho percorrido e me abro para o que está por vir. 

Com esperança renovada, aceito os desafios do amanhã, abraçando as oportunidades de crescer, amar e viver plenamente. 

Cada ano é uma oportunidade de construir novas memórias, criar novos laços e encontrar alegria nas pequenas coisas.

Portanto, a cada janeiro, lembrarei-me de honrar a vida e o amor, agradecendo pelas experiências que moldam e moldaram quem sou. 

E com um coração cheio de esperança, olho para o futuro, pronta para acolher tudo o que ele tem a oferecer.

#bday #aniversário #meuaniversario #livro #escritores #escrever #poesia #poema #escritor #palavrassoltas #escritora #sentimentoemverso #sentir #AutoEstima #MOOD #historias #historia #luto #sentaquelavemhistoria #reflexaododia  #VivaOAgora #AmorEterno #Reflexão #AmeHoje #OusandoSonhar #Renascimento #HistóriasQueInspiram

Comentários

Mais Vistas

A ridícula ideia de nunca mais te ver

Hoje a minha gata derrubou um livro da prateleira. Não foi qualquer livro. Caiu justamente aquele que virou meu amuleto desde que o Rafael morreu: “A ridícula ideia de nunca mais te ver” , da Rosa Montero. Esse livro, que eu ganhei da prima do Rafael (que no meu coração sempre vai ser também a minha prima Nat) me acompanhou pelas ruas mais tortas do luto. Ele andou comigo quando eu mal conseguia andar sozinha. Tem um trecho em que a Rosa fala de Fernando Pessoa, daquele verso em que ele diz que “o poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. E então ela emenda: “talvez o escritor seja um sujeito mais ou menos louco, incapaz de sentir a própria dor se não fingir, ou se não construí-la com palavras. Com essas palavras que se combinam, que se completam, que nos consolam, que nos tornam minimamente calmos e conscientes de que ainda estamos vivos”. Eu li e pensei: é isso. É exatamente isso que eu faço aqui, neste blog. Aqui eu finjo a d...

Paz é parar de lutar contra a realidade

Tem uma fase do término que ninguém explica direito. A fase em que você já entendeu racionalmente que a relação acabou, que não fazia bem, que os dois estavam se machucando… mas emocionalmente ainda vive como se estivesse esperando alguma coisa voltar. Uma mensagem. Um arrependimento. Uma versão da história em que tudo finalmente faça sentido. E talvez o mais difícil de aceitar seja isso: algumas pessoas realmente conseguem ir embora sem olhar pra trás. Enquanto outras revisitam conversas, lembram de detalhes, tentam entender onde exatamente tudo desandou…  E eu acho que isso aconteceu com a gente. Perceber que o amor que eu sentia não existia aí do outro lado me quebrou inteira... mas a verdade é que você não gostava de mim, não o suficiente pra ficar. E você disse isso: "eu não te amo". Essa frase, esse momento, ficou ecoando na minha mente, em looping... acho que você nem precisava ter dito isso. Se você ia embora, porque ser tão cruel? Mas enfim... você já foi. E eu cont...

É minha culpa?

Tenho orgulho de mim. E talvez essa seja uma das frases mais difíceis que já precisei dizer olhando no espelho. Porque apesar de tudo… eu tô seguindo. Sigo trabalhando. Estudando. Treinando. Levantando da cama nos dias em que meu corpo parece feito de concreto e minha mente só quer silêncio. E eu até tive silêncio… um silêncio ensurdecedor do único lugar de onde eu queria ouvir alguma coisa. A Ana comentou que conversou com meu irmão, uns meses atrás, porque estava estranhando meu comportamento. Disse que eu sou uma pessoa falante… e que meu silêncio estava preocupando ela. Ela já sabia que algo tinha quebrado antes mesmo de eu perceber. Engraçado como quem realmente nos conhece… nos conhece. Tem gente que percebe quando o nosso riso muda de temperatura. Quando a gente pára de ocupar espaço. Quando começa a sobreviver baixinho. Eu tive momentos ruins pra caramba. Outros ainda piores. Mas também tive colo. O carinho das minhas amigas. A mão do meu irmão quando eu não conseguia andar...