Tenho pensado muito sobre como nem toda pessoa é pra você. Sobre como paixões intensas nem sempre despertam a sua melhor versão. E eu acho mesmo que minha última relação não fazia tão bem assim pra mim. Porque quando era bom, era muito bom. Mas quando era ruim… era terrível. O ciúme. O controle. A tensão constante de medir palavras, atitudes, roupas, reações. Eu já não me sentia completamente eu. E isso é assustador quando você percebe. Porque lá no começo eu fui muito clara: “eu só quero poder ser eu. Só quero não precisar performar.” E, de repente, eu estava performando o tempo inteiro. Tentando prever reações. Tentando evitar conflitos. Tentando parecer menos intensa, menos livre, menos expansiva. Tentando ser a versão de mim que causaria menos desconforto. Mas isso não é amor. Isso é sobrevivência. E sejamos honestos, nunca foi cuidado. Era controle vestido de preocupação. Porque cuidado acolhe. Controle sufoca. E eu acho mesmo que você nunca confiou em mim, talvez nem em você...
🖤Transformando o limão mais amargo em algo parecido com uma limonada. Quando adolescente eu escrevia um diário em um caderno de capa amarela... o meu bote salva-vidas…🖤