Pular para o conteúdo principal

Quem Sou Eu

 Decifra-me ou te devoro!

Oi! 

Essa pergunta: quem é você? É tão estranha, né?

Eu não saberia responder isso hoje. 

Antes do dia 23/01/22, eu diria que eu era uma mulher muito feliz. Eu tinha um marido perfeito, uma filha perfeita, uma família perfeita. Morava na casa dos meus sonhos, com cinco cachorros e muito espaço. Estava trabalhando em algo novo, que eu estava curtindo muito. Tinha planos para o próximo mês, os próximos meses, o próximo ano, os próximos anos... 

Tudo estava mais do que bem. 

Ai o dia 23/01/22 veio e tudo mudou. 

Eu deixei de ser a Pollyanna que eu era até aquele momento, todos os sonhos que tinha, naquele instante deixaram de existir, os planos - tudo. 

Ah, mas você tem sua vida independente da dele. Sim, eu poderia ter. Mas eu não queria ter. Eu sempre soube que não precisávamos ser tão colados, mas éramos - porque gostávamos assim. Eu e ele sempre soubemos que não tínhamos que dividir tudo, não éramos dependentes um do outro. Nosso relacionamento não precisava nos definir. 

Mas era assim que queríamos e que gostávamos. 

Eu gostava de saber que ele estava ali pra mim - sempre. E sei que ele sabia o mesmo. Eu gostava de falar com ele sobre meus sonhos, planos e desejos. Ele nunca me julgava. Gostava de rir com ele, de chorar com ele. 

Ele foi mais do que meu marido - foi meu amante e meu amigo. 

Então hoje eu realmente não sei quem sou. 

Sou uma mulher em construção. Com um buraco enorme no peito, uma bagagem linda, muito desejo de voltar a sorrir e muitas incertezas. Sou tudo aquilo que escondo... sou tudo que fujo... sou tudo aquilo que me assusta... sou meu grito e meu sussurro... Sou o meu medo... escondido no escuro...

Sou uma advogada por vocação, uma eterna estudante, uma escritora por amor - e necessidade, e uma corretora de imóveis por destino. 

Tenho fé que ele olha por mim, de onde estiver, e tenho certeza que cada centelha de força, cada brilho de esperança é dele. Ele sempre me apoiou em meus sonhos, lutou minhas lutas, vibrou com minhas vitórias, e por certo hoje está me dando a força necessária pra superar tudo isso. 

Ele sempre terá meu amor, o mais puro e mais intenso amor. E eu sempre serei grata a Deus por ter estado com ele, ainda que por menos tempo do que queríamos - cada instante valeu a pena. 

Te amo, Rafael... e sei que juntos vamos descobrir: quem sou eu?

Chegou até aqui? Então clica neste link e fica mais pertinho de mim!! :)


Comentários

Mais Vistas

Jogando o Jogo do Contente

Ontem eu fiz todos os meus planos para a semana, mês, pro futuro.  Tava motivada a mudar o ritmo da minha vida. Recomeçar.  Acordei hoje arrasada.  Tive um segundo sonho com o Rafael. No primeiro, há uns dias, eu via ele através de um vidro, tentava alcança-lo mas ele não me via, não me ouvia, não me atendia... foi desesperador.  Neste ele terminava comigo, e eu implorava para que ele não fosse embora, não desistisse de nós, que poderíamos consertar qualquer coisa. Mas ele dizia que já era hora e que não dava mais. Ele tava chorando. E eu acordei com esse sentimento horrível com ele terminando comigo.  Minha psicologa disse que é meu inconsciente elaborando essa tragédia. Eu não sei dizer o que é. Só sei que eu acordo destruída. Com a sensação do fim pulsando no meu corpo. As lágrimas saltando dos meus olhos e a solidão me apunhalando o coração. O ar falta, o peito aperta, a dor é física e o pânico parece que vai tomar conta de tudo. Nas primeiras noites sem ele...

Eu quero fazer as pazes comigo...

Durante muito tempo, achei que amadurecer significava nunca mais cometer o mesmo erro. Como se a vida entregasse uma prova, eu aprendesse a lição e, dali em diante, estivesse imune. Mas não é assim. A gente pode querer não errar. Mas a gente erra, muitas vezes, algumas no mesmo lugar, só que de um jeito diferente. E talvez seja exatamente aí que esteja a resposta (neste erro que se repete). A real é que eu só não errarei de novo, do mesmo jeito, quando eu deixar de ser quem eu sou.  Quando eu mudar o meu desejo. Mas, principalmente, eu só vou parar de errar se eu parar de desejar. Se eu parar de me envolver. Se eu parar de tentar. Se eu me esconder da vida. Se eu nunca mais confiar. Se eu desistir. Se eu escolher viver uma vida menor para nunca mais me decepcionar. Só que isso não é maturidade. Isso é medo. E existe uma diferença enorme entre aprender e endurecer. E eu não quero endurecer. Eu não quero me fechar para a dor porque isso é o mesmo que me fechar para a vida, para o bel...

Eu queria que ele parasse de me procurar.

Eu queria que ele parasse de me procurar. Ou me achasse de vez. Porque existe um tipo de ausência que dói menos do que uma presença pela metade. Tem gente que vai embora. E tudo bem. A dor da despedida, por mais cruel que seja, um dia encontra um lugar para descansar. O problema é quem nunca vai embora de verdade. Quem aparece quando sente saudade, desaparece quando sente medo e volta quando percebe que você está conseguindo seguir. É como viver com uma porta que nunca fecha e nunca abre completamente. Você não sabe se espera, se esquece, se responde, se bloqueia, se interpreta o silêncio ou a mensagem de "oi, sumida" enviada às onze da noite. E, aos poucos, a sua vida começa a girar em torno das migalhas de alguém que nunca teve coragem de oferecer um banquete. Talvez o que eu deseje não seja nem ele. Talvez eu deseje o fim dessa espera invisível. Porque ser escolhida pela metade é uma forma muito silenciosa de rejeição. Então eu queria que ele parasse de me procurar... Ou m...