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Feliz Dia do Amigo...

Hoje é Dia do Amigo.
E eu passei o dia inteiro pensando em uma amiga com quem eu não converso mais.

O mais difícil é que eu nem sei dizer porque acabou. Não houve uma conversa. Não houve um "foi isso". Não houve a chance de pedir desculpas por algo específico, de explicar um mal-entendido ou de tentar consertar.

Houve apenas uma frase.
"Não quero conversar, me respeite."
E nada mais.

Quando pensei em perguntar o que eu tinha feito, o que havia machucado, ela me proibiu de perguntar. O silêncio foi a única resposta que me coube receber.

Desde então, carrego esse gosto amargo de quem perdeu alguém sem nunca saber exatamente por quê.

Às vezes penso em escrever. Em perguntar de novo. Em dizer que sinto falta. Mas não faço.
Porque, por mais que doa, ela foi muito clara no único pedido que me fez. E amar alguém também é respeitar os limites que essa pessoa escolhe impor, mesmo quando eles partem o nosso coração.

Então eu respeito.
Respeito, mas não entendo.
Aceito, mas não deixo de sentir.

Hoje eu senti saudade.
Da amizade.
Das conversas.
Das risadas.
Da pessoa que um dia conheceu tantas versões de mim.

E senti saudade também da paz que existe quando as pessoas escolhem conversar antes de ir embora.
Talvez ela tenha tido seus motivos. Talvez eu realmente a tenha machucado. Talvez eu nunca saiba.
E acho que algumas histórias terminam exatamente assim: sem ponto final, sem explicação, sem a oportunidade de fazer diferente.
Só um vazio.
E a difícil tarefa de aprender a conviver com perguntas que nunca serão respondidas.

Ainda assim, onde quer que ela esteja, eu espero que esteja bem.
Porque a saudade, quando é verdadeira, continua desejando felicidade até para quem escolheu partir.

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