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O Que Não Me Desafia, Não Me Seduz

É engraçado como, às vezes, o coração sabe antes da mente. Eu estava saindo com uma pessoa, e algo dentro de mim já sussurrava que não ia dar certo, mesmo sem ter um motivo concreto. Foi quando caiu a ficha: ele não me desafia. E não estou falando daquele joguinho bobo de conquista, de se fazer de difícil ou criar mistério sobre os sentimentos. Quero, sim, alguém que goste de mim, que me deixe segura. Mas também quero que essa pessoa me instigue, me provoque, me faça pensar e sentir de formas novas a cada dia.

Gosto de saber que quem está ao meu lado é livre, que não me pertence. Que não faz o que eu quero só para me agradar, mas sim porque também deseja aquilo. Que tem coragem de ser quem é, de me enfrentar quando preciso, e, acima de tudo, que me inspire a crescer. Quero segurança, mas também uma dose de imprevisibilidade, de novidade. Quero que ele seja uma aventura, e, ao mesmo tempo, o lugar seguro onde posso me refugiar quando a vida estiver bagunçada.

Parece uma contradição, eu sei, mas acredito que essas duas coisas podem coexistir. Dá para ter um amor que seja a âncora, sem deixar de ser o vento que sopra nas velas. Um equilíbrio raro, quase uma fórmula secreta de química. A verdade é que só provei dessa combinação perfeita uma vez. E desde então, ficou muito difícil aceitar qualquer coisa que seja menos que isso.

E é por isso que um amor morno não vai preencher esse espaço. Eu prefiro o vazio à falsa plenitude. Porque quando o coração entende o que merece, ele nunca mais se satisfaz com menos. Então, sim, eu estou disposta a esperar. A buscar. E se não encontrar, ao menos terei me mantido fiel ao que, no fundo, sempre soube: não vim ao mundo para viver um amor que não me faça vibrar.

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