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Escolhas Profundas (10/2024)

Há um tipo raro de gratidão,
um reconhecimento divino e profundo,
por quem escolhe ficar
após invadir cada canto,
ver o caos e o encanto,
sem desviar o olhar.

É um amor sincero, talvez o mais verdadeiro,
aquele que não foge diante do erro,
que não tenta moldar ou conter,
mas aceita, com coragem, a intensidade de ser.

E ser intensa é quase uma sina,
um traço grande demais para se carregar.
Então tentam me encaixar em caixas pequenas,
temendo o caos que possa devorar.

São as expectativas que me cercam,
tentativas de limitar o que em mim não tem fronteira.
E então, a grande dúvida surge, 
será que consigo lidar com esse mar revolto?
Será que eu mesma me escolho,
conhecendo meus lados sombrios e claros,
e aceito ser minha própria companhia?

Porque esperamos tanto ser escolhidas,
mas será que nos escolhemos primeiro?
Será que olho para mim e consigo dizer,
“tá tudo bem, eu fico com você”?

Talvez a chave seja essa,
encarar meus próprios abismos,
e aprender, um passo de cada vez,
a ser minha própria escolha,
a ser meu próprio abrigo.

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