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Eu odeio

Eu odeio roteiros onde o casal é lindo e feliz, mas, quando algo ruim está prestes a acontecer, um esconde do outro. Odeio quando as pessoas acreditam que proteger quem se ama envolve segredos e mentiras. Odeio quando os casais se subestimam ao ponto de não serem honestos entre si, e odeio que isso seja vendido em todos os filmes.

Pais que menosprezam os filhos. 

Casais que menosprezam os parceiros. 

Amigos que menosprezam os amigos. 

E no final, a mentira é pintada como uma forma de proteger quem se ama.


Mas, na verdade, isso é uma grande covardia. É uma forma de não lidar com as coisas. Esconder a verdade é uma maneira de evitar o confronto e a responsabilidade. É não acreditar no poder, na força e na capacidade de quem está ao seu lado. Mentir é subestimar a inteligência, a resiliência e a autonomia da outra pessoa. É assumir que a outra pessoa não tem a capacidade de lidar com a verdade, de tomar decisões informadas ou de enfrentar desafios.


Odeio tudo isso porque é uma forma desonesta e cruel de tirar do outro a ESCOLHA. No final, é exatamente isso: quando você mente para alguém, quando esconde algo de alguém, você rouba a escolha, o poder e a liberdade dessa pessoa. 


A honestidade é um ato de coragem e respeito, é reconhecer a dignidade do outro, é acreditar na capacidade dele de lidar com a verdade. Ser honesto é empoderador e libertador, tanto para quem fala quanto para quem ouve. A verdade, mesmo que dolorosa, é a base de relações autênticas e profundas.


A honestidade fortalece os laços, constrói confiança e honra a humanidade de quem está ao nosso lado. Mentir é uma forma de covardia, enquanto a verdade é um ato de amor verdadeiro e respeito genuíno. Porque, no fim, a honestidade é o que realmente nos liberta e nos permite construir relações verdadeiramente significativas.


A HONESTIDADE é a maior forma de respeito que podemos oferecer a alguém.

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