Dizem que o luto não acaba, a vida é que cresce ao redor dele. É como se fosse uma raiz invisível: está sempre ali, firme, silenciosa, mas a gente aprende a florescer mesmo assim.
Hoje vi uma foto do Rafa, Duda e eu. A gente era tão lindo junto… sabe aquela família que combina? Os sorrisos, a mão dele na minha cintura. Ela na nossa frente… Como se a vida tivesse congelado em um instante perfeito. Às vezes eu me pego olhando essas fotos e pensando: será que a gente sabia, naquele momento, o quanto era feliz? Ou a gente só descobre depois, quando já não dá pra voltar?
Outro dia olhei a primavera aqui de casa. Ela tava tão pequena quando ele se foi… hoje tá enorme. A amoreira nem dava amoras, e eu ainda não tinha plantado as paineras ou a jabuticabeira. E cada planta aqui carrega um pedaço da nossa história: algumas ele conheceu, outras só eu e a Duda vimos crescer. A natureza é uma testemunha do tempo — cresce sem pedir licença, mesmo quando a gente sente que ficou parada no mesmo ponto da saudade.
Recentemente plantei trepadeira no muro todo e na casa. Ele não queria que plantasse trepadeira na casa. Dizia que ia dar bicho. Elas ainda estão pequenas, mas eu fico sonhando com o dia em que estarão enormes, cobrindo tudo de verde — muros, casa, lembranças. E talvez, quando esse dia chegar, eu sinta como se ele estivesse sorrindo comigo, mesmo tendo dito que não deveria.
Queria que ele estivesse aqui. Era melhor quando a gente decidia juntos o que ia fazer. Ele perguntava: “o que o meu amor quer?” E eu me sentia a rainha neste nosso reino. Hoje, a vida me obriga a decidir sozinha. E, por mais que eu siga, que eu plante, que eu sonhe, tem sempre um espaço vazio na mesa e no peito.
Saudade eterna. Sempre. Porque o amor não se apaga: ele se transforma em raiz, em árvore, em memória, em força. Ele continua mudando comigo, ao redor do luto.
Hoje vi uma foto do Rafa, Duda e eu. A gente era tão lindo junto… sabe aquela família que combina? Os sorrisos, a mão dele na minha cintura. Ela na nossa frente… Como se a vida tivesse congelado em um instante perfeito. Às vezes eu me pego olhando essas fotos e pensando: será que a gente sabia, naquele momento, o quanto era feliz? Ou a gente só descobre depois, quando já não dá pra voltar?
Outro dia olhei a primavera aqui de casa. Ela tava tão pequena quando ele se foi… hoje tá enorme. A amoreira nem dava amoras, e eu ainda não tinha plantado as paineras ou a jabuticabeira. E cada planta aqui carrega um pedaço da nossa história: algumas ele conheceu, outras só eu e a Duda vimos crescer. A natureza é uma testemunha do tempo — cresce sem pedir licença, mesmo quando a gente sente que ficou parada no mesmo ponto da saudade.
Recentemente plantei trepadeira no muro todo e na casa. Ele não queria que plantasse trepadeira na casa. Dizia que ia dar bicho. Elas ainda estão pequenas, mas eu fico sonhando com o dia em que estarão enormes, cobrindo tudo de verde — muros, casa, lembranças. E talvez, quando esse dia chegar, eu sinta como se ele estivesse sorrindo comigo, mesmo tendo dito que não deveria.
Queria que ele estivesse aqui. Era melhor quando a gente decidia juntos o que ia fazer. Ele perguntava: “o que o meu amor quer?” E eu me sentia a rainha neste nosso reino. Hoje, a vida me obriga a decidir sozinha. E, por mais que eu siga, que eu plante, que eu sonhe, tem sempre um espaço vazio na mesa e no peito.
Saudade eterna. Sempre. Porque o amor não se apaga: ele se transforma em raiz, em árvore, em memória, em força. Ele continua mudando comigo, ao redor do luto.

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