Pular para o conteúdo principal

Nosso livro

Muita gente tem me perguntado sobre meu livro. 

Tá indo. Lento, confesso, mas tá indo. 

Tem sido bem difícil escrever. Relembrar os detalhes e reviver nossas histórias é doloroso. 

Tenho buscado escrever pelo menos um pouco, mas as vezes as lembranças e as lágrimas me roubam de mim e eu não consigo continuar. 

Hoje escrevi sobre nosso primeiro beijo, chorei a cada letra... pensar que esse beijo nunca mais se repetirá é uma dor que sufoca, mutila sonhos e pedaços do meu futuro que eu acreditei que eram certos.

É difícil reviver uma história tão linda, tão apaixonante, na certeza de que acabou - neste plano - no físico: acabou. 

Por isso tá demorando... 

Mas tá indo... em doses homeopáticas...

E apesar da dor dilacerante, ver o livro tomando forma me faz feliz, me faz bem... então seguimos...

E para as curiosas, um trechinho:


Depois de muita conversa, em uma das curvas da pista de cooper ele me virou pra si, segurou minha cintura com uma das mãos, colocou a outra na minha nuca, embaixo dos meus cabelos e foi aproximando seu rosto do meu. Meu coração estava tão acelerado que eu sentia que meu peito iria explodir, cada centímetro do meu corpo estava ali, presente, vivo. A boca dele tinha cheiro e gosto de canela e pousou sobre a minha com muita suavidade. Parecia que ele não queria me assustar. 

Ficou ali, alguns segundos, como se pedindo permissão para continuar e, vendo que eu não me afastava, segurou meu lábio inferior com os seus, bem suavemente, sugou com doçura e cuidado, depois fez a mesma coisa com meu lábio superior, e voltou pro meu lábio inferior e quando me percebeu mole em seus braços e com a boca entreaberta me beijou com paixão e desejo. Preencheu toda a minha boca e a minha alma, me roubou pra si pra sempre. Me apertou em seus braços e eu jamais iria querer sair dali.

 

Foi o melhor beijo de toda minha vida. Que se repetia sempre que eu pedia: 

- Me beija de verdade.

Comentários

  1. Eu leio com todos os sentidos acionados. Consigo ver a cena e sentir, quando é de verdade quem está em volta senti!

    ResponderExcluir
  2. Que trecho hein😍 emocionante cada frase

    ResponderExcluir
  3. Vamos lhe motivar a cada página. Força você e quereira.

    ResponderExcluir
  4. Entao ele nao te agarrou...rs...te conquistou♡♡ conquistou um pedacinho de cada um de nós e se foi😭😭

    Como eu queria q "esses beijos de verdade" continuassem...como eu queria q estivesse aqui...q falta vc faz Rafa💔

    ResponderExcluir
  5. Todas nós saberemos agora o quão linda foi seu tempo aqui com ele!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Fala comigo:

Mais Vistas

A profecia (auto)realizável

Sabe aquela história de tentar evitar tanto uma coisa, que no fim é exatamente isso que faz ela acontecer? Pois é. O sociólogo Robert K. Merton deu nome pra esse enredo que a vida adora encenar: profecia autorrealizável. Em resumo, é quando a gente acredita tanto em algo — mesmo que falso — e age de tal forma pra evitá-lo, que acaba transformando a própria crença em realidade. Mas Merton, coitado, talvez não tenha imaginado que um dia essa teoria viraria manual de instruções da vida emocional moderna. Porque, convenhamos, a gente vive criando catástrofes antes delas existirem. Fazendo cálculos emocionais pra que nada saia do controle — e, ironicamente, é isso que nos tira do eixo. A gente se antecipa. Quer prever o imprevisível. Quer se proteger do que nem chegou. E nessa ânsia de escapar da dor, de evitar o fim, a gente constrói com as próprias mãos o exato caminho até ele: É o garoto que tem tanto medo de ser traído que começa a desconfiar de tudo, vasculhar sinais, procurar ausência...

A falta de controle

Você já parou pra pensar como a vida muda seu curso em um segundo? Do mais absoluto NADA. Um instante antes você está dentro da rotina, acreditando que tem um roteiro em mãos, que sabe a próxima cena. E, de repente, sem aviso, sem preparação: BOOMM! Tudo se desfaz. Você precisa recomeçar, refazer, assimilar… do nada. Um acidente, um adeus, uma doença. Do nada. E é aí que a vida nos revela sua crueldade e sua beleza: ela não pede licença, não dá prévia, não negocia. Ela simplesmente acontece. E, ainda assim, a gente insiste em acreditar que tem controle… e sofre pela ausência dele, como se essa ausência fosse falha, quando na verdade é a regra do jogo. A falta de controle é a lembrança mais cruel e mais bela da existência. Cruel porque nos arranca a ilusão de sermos donos do tempo, dos outros, até de nós mesmos. Bela porque, ao despir-nos dessa ilusão, nos devolve a verdade mais antiga: tudo é instante.  Heráclito já dizia que “ninguém entra duas vezes no mesmo rio, porque as águas ...

Ep. 19 - Não é charminho. É NÃO, mesmo!

Quantas vezes você já teve que dizer “não” até começarem a te levar a sério? Uma. Duas. Cinco. E o pior? Ainda sair como grossa. Nesse episódio eu falo sobre essa cultura absurda da insistência, sobre o mito do “charminho” feminino e sobre o que a psicologia explica quando alguém simplesmente não aceita o seu limite. Porque “não” não é desafio. Não é teste. E definitivamente não é convite. É limite. E limite merece respeito. Dá o play. 🎙️