Pular para o conteúdo principal

Eu odeio

Eu odeio roteiros onde o casal é lindo e feliz, mas, quando algo ruim está prestes a acontecer, um esconde do outro. Odeio quando as pessoas acreditam que proteger quem se ama envolve segredos e mentiras. Odeio quando os casais se subestimam ao ponto de não serem honestos entre si, e odeio que isso seja vendido em todos os filmes.

Pais que menosprezam os filhos. 

Casais que menosprezam os parceiros. 

Amigos que menosprezam os amigos. 

E no final, a mentira é pintada como uma forma de proteger quem se ama.


Mas, na verdade, isso é uma grande covardia. É uma forma de não lidar com as coisas. Esconder a verdade é uma maneira de evitar o confronto e a responsabilidade. É não acreditar no poder, na força e na capacidade de quem está ao seu lado. Mentir é subestimar a inteligência, a resiliência e a autonomia da outra pessoa. É assumir que a outra pessoa não tem a capacidade de lidar com a verdade, de tomar decisões informadas ou de enfrentar desafios.


Odeio tudo isso porque é uma forma desonesta e cruel de tirar do outro a ESCOLHA. No final, é exatamente isso: quando você mente para alguém, quando esconde algo de alguém, você rouba a escolha, o poder e a liberdade dessa pessoa. 


A honestidade é um ato de coragem e respeito, é reconhecer a dignidade do outro, é acreditar na capacidade dele de lidar com a verdade. Ser honesto é empoderador e libertador, tanto para quem fala quanto para quem ouve. A verdade, mesmo que dolorosa, é a base de relações autênticas e profundas.


A honestidade fortalece os laços, constrói confiança e honra a humanidade de quem está ao nosso lado. Mentir é uma forma de covardia, enquanto a verdade é um ato de amor verdadeiro e respeito genuíno. Porque, no fim, a honestidade é o que realmente nos liberta e nos permite construir relações verdadeiramente significativas.


A HONESTIDADE é a maior forma de respeito que podemos oferecer a alguém.

Comentários

Mais Vistas

Jogando o Jogo do Contente

Ontem eu fiz todos os meus planos para a semana, mês, pro futuro.  Tava motivada a mudar o ritmo da minha vida. Recomeçar.  Acordei hoje arrasada.  Tive um segundo sonho com o Rafael. No primeiro, há uns dias, eu via ele através de um vidro, tentava alcança-lo mas ele não me via, não me ouvia, não me atendia... foi desesperador.  Neste ele terminava comigo, e eu implorava para que ele não fosse embora, não desistisse de nós, que poderíamos consertar qualquer coisa. Mas ele dizia que já era hora e que não dava mais. Ele tava chorando. E eu acordei com esse sentimento horrível com ele terminando comigo.  Minha psicologa disse que é meu inconsciente elaborando essa tragédia. Eu não sei dizer o que é. Só sei que eu acordo destruída. Com a sensação do fim pulsando no meu corpo. As lágrimas saltando dos meus olhos e a solidão me apunhalando o coração. O ar falta, o peito aperta, a dor é física e o pânico parece que vai tomar conta de tudo. Nas primeiras noites sem ele...

Eu quero fazer as pazes comigo...

Durante muito tempo, achei que amadurecer significava nunca mais cometer o mesmo erro. Como se a vida entregasse uma prova, eu aprendesse a lição e, dali em diante, estivesse imune. Mas não é assim. A gente pode querer não errar. Mas a gente erra, muitas vezes, algumas no mesmo lugar, só que de um jeito diferente. E talvez seja exatamente aí que esteja a resposta (neste erro que se repete). A real é que eu só não errarei de novo, do mesmo jeito, quando eu deixar de ser quem eu sou.  Quando eu mudar o meu desejo. Mas, principalmente, eu só vou parar de errar se eu parar de desejar. Se eu parar de me envolver. Se eu parar de tentar. Se eu me esconder da vida. Se eu nunca mais confiar. Se eu desistir. Se eu escolher viver uma vida menor para nunca mais me decepcionar. Só que isso não é maturidade. Isso é medo. E existe uma diferença enorme entre aprender e endurecer. E eu não quero endurecer. Eu não quero me fechar para a dor porque isso é o mesmo que me fechar para a vida, para o bel...

Eu queria que ele parasse de me procurar.

Eu queria que ele parasse de me procurar. Ou me achasse de vez. Porque existe um tipo de ausência que dói menos do que uma presença pela metade. Tem gente que vai embora. E tudo bem. A dor da despedida, por mais cruel que seja, um dia encontra um lugar para descansar. O problema é quem nunca vai embora de verdade. Quem aparece quando sente saudade, desaparece quando sente medo e volta quando percebe que você está conseguindo seguir. É como viver com uma porta que nunca fecha e nunca abre completamente. Você não sabe se espera, se esquece, se responde, se bloqueia, se interpreta o silêncio ou a mensagem de "oi, sumida" enviada às onze da noite. E, aos poucos, a sua vida começa a girar em torno das migalhas de alguém que nunca teve coragem de oferecer um banquete. Talvez o que eu deseje não seja nem ele. Talvez eu deseje o fim dessa espera invisível. Porque ser escolhida pela metade é uma forma muito silenciosa de rejeição. Então eu queria que ele parasse de me procurar... Ou m...