Pular para o conteúdo principal

Por que nos apaixonamos?

O que faz o coração parar diante de alguém e seguir batendo indiferente por outro? Existe uma lógica por trás da química do amor ou estamos à mercê do mistério?

Por que nos apaixonamos por uma pessoa e por outra não? O que acontece dentro de nós para que uma simples troca de olhares acenda faíscas, enquanto com outro alguém não passa de uma conversa agradável?

A verdade é que a paixão é um mistério envolto em química, biologia, e, claro, aquele toque de inexplicável. Nossos corpos são movidos por reações que, muitas vezes, acontecem sem que a gente perceba. Sabe quando você sente aquela tremedeira nas pernas, a mão começa a suar e o coração dispara só porque aquela pessoa apareceu? Pois é, isso é o seu corpo reagindo a um coquetel de neurotransmissores, como dopamina e adrenalina, que disparam sempre que a gente encontra alguém que mexe com o nosso emocional. É quase como se o nosso cérebro criasse uma explosão interna, ativando todas as áreas relacionadas ao desejo e à atração.

E essa conexão não é só física, não. Claro, o cheiro, o olhar, até o tom de voz podem ser irresistíveis, mas tem algo mais profundo rolando. Tem a ver com as nossas experiências, com as feridas que carregamos, com o que admiramos e, muitas vezes, com o que nem entendemos sobre nós mesmas. Às vezes, a gente se atrai por alguém que parece completar partes nossas que estavam adormecidas. Outras vezes, é alguém que lembra um amor antigo ou um ideal de parceria que criamos ao longo dos anos.

Mas o mais fascinante é que nem sempre existe uma lógica clara. Tem gente que tem tudo para dar certo, mas a química simplesmente não acontece. E com outra pessoa, completamente improvável, o coração parece ganhar vida própria, sai do ritmo, faz o corpo todo perder o controle.

No fim, paixão não é só escolha, é também sentir, se permitir, se perder. E, talvez, isso seja o mais incrível de tudo: o fato de que nunca conseguimos realmente prever quando vai acontecer… ou com quem.

Comentários

  1. Perfeito, isso era exatamente o que eu procurava saber todo esse tempo. Não se pode forçar uma paixão ela vai acontecer naturalmente sem avisos prévios, apenas acontece.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Fala comigo:

Mais Vistas

A ridícula ideia de nunca mais te ver

Hoje a minha gata derrubou um livro da prateleira. Não foi qualquer livro. Caiu justamente aquele que virou meu amuleto desde que o Rafael morreu: “A ridícula ideia de nunca mais te ver” , da Rosa Montero. Esse livro, que eu ganhei da prima do Rafael (que no meu coração sempre vai ser também a minha prima Nat) me acompanhou pelas ruas mais tortas do luto. Ele andou comigo quando eu mal conseguia andar sozinha. Tem um trecho em que a Rosa fala de Fernando Pessoa, daquele verso em que ele diz que “o poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. E então ela emenda: “talvez o escritor seja um sujeito mais ou menos louco, incapaz de sentir a própria dor se não fingir, ou se não construí-la com palavras. Com essas palavras que se combinam, que se completam, que nos consolam, que nos tornam minimamente calmos e conscientes de que ainda estamos vivos”. Eu li e pensei: é isso. É exatamente isso que eu faço aqui, neste blog. Aqui eu finjo a d...

Paz é parar de lutar contra a realidade

Tem uma fase do término que ninguém explica direito. A fase em que você já entendeu racionalmente que a relação acabou, que não fazia bem, que os dois estavam se machucando… mas emocionalmente ainda vive como se estivesse esperando alguma coisa voltar. Uma mensagem. Um arrependimento. Uma versão da história em que tudo finalmente faça sentido. E talvez o mais difícil de aceitar seja isso: algumas pessoas realmente conseguem ir embora sem olhar pra trás. Enquanto outras revisitam conversas, lembram de detalhes, tentam entender onde exatamente tudo desandou…  E eu acho que isso aconteceu com a gente. Perceber que o amor que eu sentia não existia aí do outro lado me quebrou inteira... mas a verdade é que você não gostava de mim, não o suficiente pra ficar. E você disse isso: "eu não te amo". Essa frase, esse momento, ficou ecoando na minha mente, em looping... acho que você nem precisava ter dito isso. Se você ia embora, porque ser tão cruel? Mas enfim... você já foi. E eu cont...

Primavera

Com um ritual silencioso, encerro aqui este mês. Fecho a porta destes dias que me atravessaram. Dias de tempestade, de perguntas sem resposta, de esperas longas e despedidas difíceis. Dias que me ensinaram que nem toda dor vem para destruir; algumas vêm para revelar. Hoje eu solto. Solto os pesos que carreguei além da conta. Solto os vínculos que já cumpriram seu papel. Solto as histórias que insistiam em permanecer abertas dentro de mim. E peço o mais sincero e profundo perdão a todos que, de alguma forma, foram tocados pelos ventos que me habitaram nos últimos meses. Fiz o que pude. E talvez eu tenha podido muito pouco. Talvez minhas mãos cansadas não tenham alcançado tudo o que eu gostaria de salvar. Talvez minhas forças tenham sido menores do que as circunstâncias exigiam. Mas, ainda assim, entreguei o que tinha. Entreguei a verdade que eu conseguia sustentar naquele momento. Entreguei presença quando pude, coragem quando encontrei e amor mesmo quando ele parecia insuficiente. Não ...