Pular para o conteúdo principal

A Dura Arte de Deixar Ir

"Agora não é um bom momento para mim…" Acabei de dizer essa frase e, de repente, parece que tudo mudou de lugar. A cabeça, confusa, tenta acompanhar o turbilhão de sentimentos, mas falha miseravelmente. Sabe aquele momento em que você sente que tudo está desmoronando, mas ao mesmo tempo, quer desesperadamente juntar os pedaços? Como se, por um milagre, pudesse reconstruir o que um dia foi perfeito, como se pudéssemos trazer de volta aqueles sorrisos tímidos, as pequenas alegrias que deixamos para trás.

Fico pensando: quando foi que deixamos de lado os momentos pequenos, aqueles tão simples, mas tão preciosos? Tão preocupados com as "grandes" coisas da vida, nos esquecemos de que a felicidade muitas vezes está nas entrelinhas, nos detalhes mais sutis. E aí, um dia, a gente acorda e se dá conta de que perdeu muito mais do que tempo… Perdemos conexões, emoções, partes de nós.

O que mudou? Será que fui eu? Será que o tempo passou mais rápido do que eu consegui acompanhar? A verdade é que hoje meu coração está tão apertado que mal consigo respirar. Essa sensação de perda, de ter deixado algo escorrer pelos dedos sem ao menos perceber, me assombra. Mas, ao mesmo tempo, fico me perguntando: será que vale a pena tentar reconstruir? Ou talvez seja hora de aceitar que algumas coisas, por mais dolorosas que sejam, pertencem ao passado?

O aperto no peito grita, mas o coração também sabe que não dá para voltar. Tudo tem o seu tempo. E talvez o segredo esteja em parar de tentar colar os cacos e começar a descobrir o que fazer com o espaço que eles deixaram.


"Será que perdemos tempo tentando recuperar o que já se foi, ou é o tempo que nos escapa enquanto nos perdemos no passado?"

Comentários

Mais Vistas

Jogando o Jogo do Contente

Ontem eu fiz todos os meus planos para a semana, mês, pro futuro.  Tava motivada a mudar o ritmo da minha vida. Recomeçar.  Acordei hoje arrasada.  Tive um segundo sonho com o Rafael. No primeiro, há uns dias, eu via ele através de um vidro, tentava alcança-lo mas ele não me via, não me ouvia, não me atendia... foi desesperador.  Neste ele terminava comigo, e eu implorava para que ele não fosse embora, não desistisse de nós, que poderíamos consertar qualquer coisa. Mas ele dizia que já era hora e que não dava mais. Ele tava chorando. E eu acordei com esse sentimento horrível com ele terminando comigo.  Minha psicologa disse que é meu inconsciente elaborando essa tragédia. Eu não sei dizer o que é. Só sei que eu acordo destruída. Com a sensação do fim pulsando no meu corpo. As lágrimas saltando dos meus olhos e a solidão me apunhalando o coração. O ar falta, o peito aperta, a dor é física e o pânico parece que vai tomar conta de tudo. Nas primeiras noites sem ele...

Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro!

2022  em palavras: Morte e renascimento. Perdas e recomeços. Tristeza e felicidade. Desamparo e amizade. Eu abraçando a minha dualidade, em um mundo onde nada é simplesmente branco ou preto.  Aquele ditado de que Deus fecha uma porta mas abre uma janela é real demais. Quando vi o mundo desabar, encontrei as melhores pessoas para segurar as paredes que restavam e tijolo por tijolo reconstruir a minha vida. Quando não tive forças para andar, fui carregada por amores que eu nem imaginava quão intensos eram. Quando me vi sozinha, desamparada, tive revezamento de abraços e colos, compreensivos e engraçados me mostrando que eu JAMAIS estaria sozinha. Quando tudo parecia perdido, fui incentivada a tentar de novo, fazer diferente, acreditar e sonhar.  E eu terminei mais um ano agradecendo. Agradecendo por cada uma dessas pessoas que me ajudou a chegar até aqui, cada um desses abraços de conforto, cada um que dedicou tempo e paciência pra me ver levantar, cada um que segurou a min...

Quem é você em "Sex and the City"?

A verdade é que a gente se reconhece nelas, mas isso também nos incomoda... Porque, no fundo, todas somos um pouquinho Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha. Vamos começar com  Carrie Bradshaw , a personagem que nos conquista com seu estilo único e sua habilidade de transformar a vida caótica em colunas deliciosamente irônicas. Mas, por trás de todo o glamour e das roupas de grife, o que mais nos pega em Carrie é sua insegurança quase crônica — e, ao mesmo tempo, irritante. Quem nunca se pegou torcendo para que ela parasse de colocar  Big  como prioridade? Carrie é o tipo de mulher que tropeça, literalmente, nas próprias escolhas, sem nunca conseguir aprender de fato com seus erros. O relacionamento dela com Big é o maior exemplo disso. Ela se entrega, se ilude, se machuca, mas sempre volta. E, sinceramente? Quem nunca passou por isso? O que realmente nos incomoda em Carrie é que, de certa forma, a gente se identifica. Sabemos como é difícil quebrar esse ciclo, como é fác...